A magia do engagement

Já aqui falei algumas vezes sobre engagement e brand loving, mas é sempre algo difícil de explicar de forma clara, sistematizada e académica. Não que nestas linhas que escrevo hoje o consiga fazer ou mesmo experimente, porém é algo que me empolga sempre que falo com alguém ou quando se aborda o tema. Não pela sua pertinência, mas sim pelo obscurantismo que existe em volta destes dois chavões.O brand loving é algo tão difícil de explicar como por que razão nos apaixonamos pela irmã gémea A e não pela B. No fundo elas são iguais, mas houve uma que nos chamou mais à atenção. Claro que o brand loving também tem o seu quê de racional, que pode e deve ser trabalhado pelos responsáveis de marketing e comunicação, procurando criar uma imagem positiva ou mais atrativa para que seja mais fácil gostar ou sentir-se atraído por essas marcas. É algo que só por se fazer o que é correto e o que vem nos livros não significa que se consiga fazer com que se goste da marca, é subjetivo. Porém, fazer tudo “by the book” pode tornar mais fácil a obtenção de sucesso.

Relativamente ao engagement, a coisa é um pouco diferente, pois nem só de lovers vive o engagement de uma marca. Quantas vezes é que o engagement com uma marca, principalmente a nível de redes sociais, é superior em momentos de crise com tomadas de posição contrárias às marcas ou mesmo de ódio?

O engagement não é utópico, mas respeita um conjunto de regras básicas e simples no que toca a comunicação digital. Uma delas dita que quanto maior for a comunidade, menores são os níveis de engagement. Razões para tal prendem-se com a dispersão natural que acontece, motivada por muitos dos seguidores não serem verdadeiros brand lovers, mas sim pessoas que têm um interesse esporádico, ou somente lhes interesse “ir sabendo” o que se passa, não tomando atenção a tudo o que é comunicado pela marca.

Outra regra diz que quanto mais próxima for a linguagem, maior é a aceitação por parte de quem segue, sentindo que ali está uma extensão de um ente amigo, que se preocupa com o indivíduo. A prontidão da resposta, mesmo que negativa, à questão que possa ser levantada, aumentará a satisfação dos seguidores e a probabilidade de novas interações poderem vir a acontecer no futuro, aponta outra regra fundamental.

Outra das regras básicas da comunicação digital diz que quanto maior for a incitação a uma interação simples e desinteressada, maior será a atração à marca, criando reais laços de interesse à marca, podendo mesmo evangelizar novos seguidores a tornarem-se em reais brand lovers.

Artigo publicado em Liga-te à Media: http://www.ligateamedia.pt/ArticleItem/2425/pt/Opiniao/55480/5653/A-magia-do-engagement#sthash.W3OGtWBJ.dpuf

 

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