Peça Fim ao Natal

Repórter – Estamos numa época de alegria, de festividades onde a família é o centro de todas as atenções. Todos procuram que este seja um tempo de paz e harmonia…

(repórter é interrompido por um grupo de manifestantes) – FMI leva o natal para fora daqui! FMI leva o natal para fora daqui! FMI leva o natal para fora daqui!

Repórter – Mas, o que é isto? Então não estamos a fazer uma reportagem sobre o tempo de Natal?

Personagem 1 – (vira-se para o resto do grupo) olha, olha, agora até já uma repórter nos quer calar.

(todos gritam) Repressão não! Repressão não! Repressão não!

Repórter – Afinal estão aqui a reivindicar o quê? E porquê?

Personagem 2 – Queres mesmo saber? Queres mesmo saber? Eu digo-te. Mas olha que te digo mesmo…

Personagem 3 – Como é que posso querer o natal, quando este ano vou ser obrigado a não estar junto da minha família?

Personagem 2 – Pois é, pois é… ah pois é!

Personagem 1 – E eu como posso celebrar o natal se não tenho dinheiro nem para comprar uma única prenda para mim, quanto mais para os outros? Não posso ter rabanadas, nem sonhos, nem aletria, quanto mais bacalhau na mesa na noite de consoada.

Personagem 2 – E agora, e agora? Continuas a falar do natal? Ah? Ah? Ah?

Repórter – Eu cá sou só a repórter. Vocês nem deveriam estar a dialogar comigo! Mas o natal não são prendas, nem um jantar cheio de doces e guloseimas deliciosas que nos fazem ganhar uns quilinhos que nem três meses de ginásio conseguem tirar. O Natal vai muito para além disso…

Personagem 2 – Queres ver que o natal tem a ver com aquele pessoal que anda por aí nas ruas de Benfica a cantar umas músicas aos sábados? Eles realmente conseguem fazer parar o trânsito… ui se param…

Personagem 1 – Pára lá com isso que a minha mãe canta no coral e se ela nos ouve ainda levo uma galheta. Além disso para mim o coral na rua é um sinal que o natal está a chegar.

Personagem 3 – Eu vou ter saudades disso, pois o meu voo já está marcado para amanhã e no dia de natal estarei a trabalhar bem longe daqui, longe da família e dos meus amigos. Até posso imaginar o que os meus avós estão a passar agora…

 

(Velhotes na cozinha)

Avó – ai o meu menino! Tenho tantas saudades dele!

Avô – se tem algum jeito… ele lá sozinho e nós aqui… os velhos sozinhos e cheios de frio… isto não é natal nem é nada!

Avó – oh homem o que é que tu queres… ele tem de ir trabalhar e estudar e se tinha de ir para tão longe… ai nem quero imaginar! Deus nos livre!

 

Personagem 2 – Quer dizer que não vais connosco sair à noite no dia 24? É a melhor noite do ano de Lisboa, como é que podes perder isso?

Personagem 1 – Ainda não percebeste que ele vai para o estrangeiro? Claro que não vai sair, mas também que ideia é essa de sair à noite na noite de natal? Eu sempre sonhei que o natal deveria ser cheio de coisas boas e que devia trazer felicidade e sonhos, mas agora nem sonhos nem fatias douradas…

Repórter – Xiii, já consigo perceber porque não querem o natal. Realmente tanta tristeza e tanta amargura não se identificam com o natal. Mas o natal significa algo que resolve toda a dor e traz esperança a cada um.

Personagem 2 – Como é que é? Tás a gozar connosco não é?

Repórter – Mas a repórter pode falar ou não? Se posso falar, aqui vai: No Natal devemos celebrar a esperança e alegria de um pequeno bébé, que de forma única nasceu com um objectivo de trazer a cada um de nós o sentido da vida. Ele veio a este nosso mundo para podermos ser perdoados, amados e para podermos ter esperança numa vida eterna junto de Deus.

Personagem 3 – Estás a falar de quem?

Repórter – Estou a falar de Jesus Cristo, aquele que sendo Deus, fez-se homem e veio à terra para fazer cumprir a promessa do nosso Deus Pai e poder levar a cada um dos homens a poder arrepender-se da sua vida e ter acesso à alegria e vida eterna. Já que aqui estão, fiquem e ouçam o que o coral tem para nos dizer.

 

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