Vida para além da crise

Num dia em que parecia que seria o fim de Portugal, devido a uma decisão do Tribunal Constitucional, procurei buscar algo que valesse a pena pensar. No final desse dia consegui ser agraciado por um pôr de sol magnífico num dos locais mais turísticos de Portugal e onde os países que pressionam o nosso país para a forte austeridade que temos vivido vêm e deliciam-se com os nossos tesouros nacionais.

Enquanto a noite chegava, tive tempo de olhar ao meu redor e ouvir os comentários dos turistas agradecidos pelo tempo delicioso que estavam a passar. Existe um tesouro que não nos conseguem cobrar e não nos podem roubar, que é a nossa capacidade de criar um ambiente paradisíaco através de pequenos pormenores simples e únicos. Não é dizer que o enfoque no mar e no turismo nos poderá salvar desta crise, é ir mais além desse patamar simplista e economicista que ouvimos dirigentes associativos e políticos a falar, mas sem nunca colocarem em prática nada de palpável e gerador de negócio que permita reduzir o impacto económico que temos tido.

O que digo e vejo é a educação e simplicidade de um povo, a capacidade de sermos prestáveis para qualquer viajante e no final ter sempre um sorriso e um abraço que aquece a alma de qualquer um. São estas coisas simples que têm valor e que não podem ser quantificáveis. Pessoalmente quero manter essa postura de mostrar o Portugal que sabe acolher, que sabe ser lutador (seguindo o exemplo de mitos como Viriato), que procura soluções e não procura não potenciar problemas.

A quem ler este post, só posso assegurar que este é um pequeno texto que tem um pouco da minha postura de vida, sem posição política nem criticar quem quer que seja. Se cada um de nós pudesse fazer e procurar uma solução simples sem necessidade de atropelo daquele que está ao seu lado, teríamos uma vida e país diferente, mais positivo, mais agradável e menos intoxicado de negativismo político e sedento de poder a qualquer custo.

 

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